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Jovem: geração Y tem potencial para ter um repertório muito vasto, diz especialista

São Paulo - Se os representantes da geração Y tivessem uma “marca de nascença” em comum, ela seria a internet.

Para Alfredo Motta, co-autor do livro “Código Y - Decifrando a geração que está mudando o país” (Editora Évora), a popularização da web teve um impacto profundo sobre o comportamento de quem veio ao mundo entre 1981 e 1994.

É um fenômeno parecido com o experimentado pelos baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, que viram uma ampliação drástica de seus horizontes sociais e econômicos graças à disseminação da energia elétrica no pós-guerra.

A qualquer época, a tecnologia altera hábitos e ajuda a moldar a cultura de cada geração, explica Motta. No caso dos "millennials" - outro nome para os representantes da geração Y -, a maior parte das características que os distinguem resulta da conectividade e da exposição constante à informação.

No trabalho, por exemplo, eles preferem a comunicação online, por texto, aos diálogos cara a cara ou por telefone, afirma o norte-americano Jason Dorsey, cofundador do Center for Generational Kinetics e especialista em "millennials".

A rapidez sem precedentes permitida pela internet também faz com que os jovens sejam ansiosos em relação a quase tudo. “Eles têm expectativas pouco realistas quanto ao momento em que deveriam ser promovidos, quanto deveriam ganhar e quão rapidamente poderiam ganhar novas responsabilidades na empresa”, diz Dorsey.

Tidos como funcionários infiéis pelas empresas - um estereótipo já contestado por estudiosos - os representantes da geração Y são alvo constante de críticas.Arrogância e fragilidade emocional são apenas algumas das acusações mais comuns lançadas contra o grupo.

Para além do risco trazido pelas generalizações, o retrato de um “millennial” típico também tem os seus pontos positivos. E eles não são poucos, diz Motta.

Veja a seguir 6 características que podem - e devem - ser aproveitadas como vantagens competitivas para a carreira desse grupo:

1. Eles querem fazer a diferença logo no primeiro dia de trabalho
Assim que é contratado, um típico representante da geração Y espera fazer algo importante. Essa "sede" por se envolver com o trabalho rapidamente é uma qualidade valorizada pela maioria dos empregadores, segundo Dorsey. “É a melhor atitude que se pode esperar de um recém-contratado, a vontade de fazer alguma diferença para a empresa o quanto antes", explica.

2. Eles desafiam o status quo
Outro traço dos “millennials” é o forte desejo de mudar e reinventar processos no trabalho. “Eles rejeitam as práticas consagradas e trazem um olhar alternativo para diversas questões, o que é essencial para a inovação de que tanto dependem as empresas”, afirma Dorsey. “Num ambiente de negócios cada vez mais competitivo, questionar o status quo se tornou mais importante do que nunca”.

3. Eles podem ter um repertório muito vasto
Hábil para investigar e descobrir qualquer informação na internet, a geração Y tem potencial para ser extremamente bem informada. “Como estão habituados à conectividade entre pessoas, empresas e ideias, os jovens são capazes de saber muita coisa sobre muitos assuntos”, diz Motta. Isso não quer dizer, porém, que todos sejam “enciclopédias ambulantes”. “É preciso uma boa dose de esforço para acessar todo esse conhecimento, o que nem todos eles fazem”, diz o especialista.

4. Eles olham além da remuneração
Outro traço distintivo do grupo é a preocupação com qualidade de vida. Contanto que o emprego deixe espaço para a sua vida pessoal, o jovem poderá aceitar acordos variáveis sobre remuneração e benefícios. Essa flexibilidade para negociação pode ser boa tanto para o funcionário quanto para a empresa, diz Motta. Além disso, a consciência de que há coisas mais importantes do que o dinheiro contribui para que muitos “millennials” sejam chefes mais compreensivos e saibam motivar suas equipes de forma mais sutil e sofisticada do que pela mera promessa material.

5. Eles são ótimos em colaboração
Acostumado à dissolução das fronteiras trazida pela internet, o representante típico da geração Y tende a não respeitar hierarquias e prefere o trabalho colaborativo. “O jovem não gosta do organograma em pirâmide, ele prefere um modelo mais orgânico, em que todos participam do resultado final”, diz Motta. “Contar com funcionários que têm esse perfil é essencial para as empresas, já que o trabalho funcionará cada vez mais como uma rede daqui para frente”.

6. Eles se preocupam com o propósito do trabalho
Enquanto as gerações anteriores enxergavam seus empregos como uma forma de subsistência, os profissionais nascidos entre 1981 e 1995 veem no trabalho uma parte essencial de suas identidades. Por essa razão, diz Dorsey, eles rejeitam vagas que não estão alinhadas com os seus objetivos e crenças pessoais. Graças ao interesse dos jovens pelo propósito e pelo impacto do seu trabalho, as empresas são estimuladas a atualizar as suas práticas e desenhar projetos mais sustentáveis, completa Motta. 

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