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A crise ainda não chegou aos diretoresConheça nossa empresa

São Paulo - A crise pode fazer com que as empresas enxuguem seus quadros, mexam nas estruturas e até derrubem os salários, mas um benefício não só continua intacto no cardápio corporativo do brasileiro como tem ganhado mais atenção: o automóvel.

Enquanto na Europa quase metade das companhias está revisando a política de administração de frotas executivas em busca de soluções mais compactas, sustentáveis e baratas, e nos Estados Unidos a oferta de carros para presidentes caiu 3% em relação a 2013, no Brasil as empresas estão incrementando o benefício ao transferir para o profissional a escolha do modelo a ser comprado.

Num momento de aperto de cintos, em vez de mexer na frota, as companhias entendem que o carro pode representar uma moedinha a mais na negociação. “Uma empresa que não tenha a política de flexibilidade pode perder um funcionário para outra que ofereça um salário parecido, mas um carro melhor”, diz Ricardo de Bolle, diretor da Arval, empresa do Grupo BNP Paribas, especializada em gestão de frotas corporativas.

 

A livre escolha do modelo do carro é uma evolução dos sistemas tradicionalmente utilizados pelas companhias no Brasil, um dos países que mais oferecem esse benefício aos executivos. Segundo a Mercer, no Brasil cerca de 80% dos grandes negócios incluem o carro no pacote de diretores e presidentes. Nos Estados Unidos, apenas 24% oferecem automóvel para o número 1 da empresa.

No passado, quando as companhias começaram a montar suas frotas de carros de diretoria, os profissionais não davam pitaco nenhum no tipo de automóvel que receberiam como benefício. Com o tempo, passou a ser possível apontar o preferido entre uns poucos modelos. “Agora está ficando comum a empresa limitar apenas a faixa de valor”, diz Felipe Otávio, consultor de benefícios da Mercer.

O resultado dessa nova política é uma garagem bastante diversificada, com menos sedans clássicos e mais utilitários esportivos, o que tem agradado as fabricantes de carros importados, que até pouco tempo atrás não pensavam em investir nesse segmento.

“Reposicionamos parte de nossa linha para brigar com os carros clássicos de diretoria”, afirma Marcelo Barros, diretor da área de vendas corporativas da Audi Brasil. “Era um tipo de demanda que não tínhamos.”

Os carros que a Audi mais vende para executivos são o A3 e o A4, sedans tradicionais. O terceiro lugar das vendas é ocupado pelo Q3, um SUV compacto. Utilitários, aliás, estão caindo no gosto dos executivos. “Esse é o carro da moda, e isso se reflete nas frotas corporativas”, diz Bolle, da Arval.

Meu ou da empresa?

Se oferecer maior liberdade para o executivo escolher o carro já é uma tendência consolidada, o mesmo não se pode dizer da forma como esse benefício é administrado pelas empresas. Em alguns casos, o profissional escolhe o carro, mas a aquisição é feita pela companhia, que inclui o veículo em sua frota.

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